Chegamos em Israel de avião vindos da Bulgária.
Nosso roteiro foi 2 dias em Tel Aviv, 2 dias em Jerusalém, fomos para Jordânia por 2 dias (outro post), conhecemos Eilat durante o dia e retornamos para mais 2 dias em Jerusalém.
Em Israel é tudo muito caro comida, transporte e hospedagem - os custo foram semelhantes com os da escandinava.
A imigração no aeroporto foi demorada e a moça que nos atendeu fez muitas perguntas, tais como: itinerário de viagem, hotéis que ficaremos, se conhecemos alguém no país, etc. Também pedimos para não receber o carimbo no passaporte de Israel (eles responderam que não existe mais carimbo) e recebemos um cartão azul com nossas fotos que guardamos até sair de Israel (mesmo durante 2 dias na Jordânia guardamos esse papel).
O aeroporto de Tel aviv é uma coisa de louco de bonito! Após o check in existe uma área comum com restaurantes e uma fonte caindo água do teto que è muito lindo.
Pegamos o trem para o centro de tel aviv. Ao sair da estação de trem nos deparamos com uma cidade suja e feia que não era nada do que eu esperava.
Nos hospedamos no Hostel que era uma cooperativa de alimentos orgânicos chamado hostel bar kayma entre Carmel market e Jaffa. Nesse Hostel o café da manhã era salada húmus e pão, achei muito engraçado, pois nunca tinha comido salada de alface no café da manhã!
Logo no primeiro dia conhecemos boa parte dos pontos turísticos e fizemos um free walking tour do Sandman's em Jaffa. O tour foi bom, mas achamos um absurdo o guia sugerir um valor no final do tour de 50 shekels (=49 reais por pessoa). Não era free?
Jaffa é muito interessante e possui um circuito cristão a ser visitado (na igreja de são Pedro é possível pegar um brochure). Atenção para o horário da igreja que fecha 16h e ainda fica fechada no horário do almoço. Outros lugares em Jaffa que conhecemos são: HaPisga Garden, Jaffa Port e as pedras do mar mediterrâneo que possuem história na mitologia grega.
Posseidon lança uma punição pra o rei e rainha da Etiópia e obriga a filha deles, princesa Andrômeda, a ser acorrentada em um rochedo na costa do Mediterrâneo, em Jaffa. Esperando que fosse devorada pelo monstro, Andrômeda gritava por socorro. Ouvindo seus gritos, o herói Perseu a salva ao usar a cabeça da Medusa e transformar o mostro em pedra.
Nunca tínhamos ido em uma Sinagoga na vida e chegamos cheios de vergonha na Grand Sinagoga perguntando se podíamos entrar e o senhor que trabalhava lá no recebeu com muita alegria e inclusive nos deu suco e Sprite. Nos sentimos super bem recebidos!
Somente após o segundo dia mudei minha impressão sobre a cidade ao ver o bairro chick (caminhando por toda a Rothschild) Hilton Beach Marina e Gordon Beach. Um espetáculo!
Nesse aspecto Tel Aviv lembra o Rio... É possível ver uma disparidade muito grande e normalmente os mulçumanos que vivem na área pior da cidade. Por outro lado não tem como comprar a segurança no local!
Outros pontos que visitamos foram em Tel Avi foram: Charles Clore Garden (Park na praia mal conservado), banana Beach e todo o restante da orla até Metzitzim Beach, Carmel market (mercado a céu aberto imenso - vale tomar um suco de cenoura no local), Suzanne Dellal Center for Dance and Theater que fica no bairro tradicional de Neve Tzedek, o bairro nobre de Hatahana, Charles Bronfman Auditorium, Bauhaus center (lá existe um museu e é possível fazer um tour pela cidade sobre a arquitetura que custa uns 20 dollares e pode marcar pelo site do museu), Rabin Square e passamos pela casa de Ben Gurion (próxima a Marina, a cada é um museu e conta a história do homem que declarou o estado israelense e foi seu primeiro ministro).
Um museu que fomos foi o Idependence hall que possui tours guiados em inglês e super recomendo fazer, pois o museu é muito pequeno e sem o guia a visita é feita em 5min. O museu é a sala que foi declarado o estado israelense e também é legal assistir o vídeo sobre o local.
Outro museu que não fomos por ser longe é o museu Palmach que acho que vale pesquisar sobre ele na visita na cidade.
Vale tomar um café gelado na lanchonete 100% TLV que está espalhada por todos os cantos da cidade.
Após 2 noites em Tel Aviv fomos pela manhã fomos para Jerusalém (apenas 1h) e nos hospedamos por 2 noites na zona árabe perto do Damascos Gate.
O impressionante era que 20h da noite não existia nenhum movimento na rua e também não gostei muito do local, pois os hóspedes tinham uma postura um pouco desrespeitosa falando alto até de madrugada, assim como o atendimento da recepção - perguntei pra recepcionista se existia algum lugar bom para comer perto e ela simplesmente respondeu não! Eu ri na hora com cara de deboche, imagina se ela não sabia... Só não queria ajudar.
No primeiro dia fizemos outro free walking tour do Sandman's e foi o mesmo papo no final sugeriram um valor pelo tour... Visitamos as 4 áreas principais da cidade Armenian Quarter, souk árabe, jewish quarter e Cristian Quarter.
Apesar de tudo isso amei Jerusalém, é muito diverso, tem muita história, tem o mercado, museus e parks para visitar. E o souk é organizado e com direito até a banheiro público (bem diferente de Istambul e Marrakesh que são bem mais confusos).
Um passeio que pode ser feito é ir na Hurva Sinagoga e pagar pelo audioguide.
Uma das coisa que mais gostei foi refazer a via sacra e juro que me emocionei. A via sacra começa na igreja da condenação e termina na igreja do santo sepulcro. O santo sepulcro reúne vários tipos de igrejas católica pelo mundo (armênia, grega, romana, etíope, ortodoxa, etc) em apenas uma igreja. E existe uma pedra onde supostamente Jesus deitou após a morte. Um fato interessante é que 2 famílias mulçumanas são encarregadas de abrirem e fecharem as portas do local, foi uma decisão tomada há séculos para que parasse de existir brigas entre as vertentes católicas.
Tem uma brincadeira que falam que é sobre a Síndrome Jerusalém que existem pessoas que choram que nem loucas e outras que acham que são Jesus Cristo eu fiz nada disso, mas me comovi ao entrar no Santo sepulcro.
Não recomendo ir no David City, é caro, desinteressante e perigoso. No local estão ruínas da cidade anterior a Jerusalem, mas esta tudo tão destruído que é preciso muita imaginação. Para entrar paga (25 shekels), para ver filme sobre o lugar ou ter direito a guia paga também. Tem um momento da visita que vc escolhe entre o túnel seco ou molhado e o molhado é escuro e escorregadio (o museu não se responsabiliza se a pessoa se machucar).
Atenção ao visitar Temple Mount eles possuem regras restritas para roupas: mulheres devem usar mangas e calcas/ saia longa e homens não podem usar bermudas ou regatas, o Vini no dia estava de bermuda e para não pagar 25shelkes por um pedaço de pano ele usou um lenço que eu levei.
Os pontos visitados foram: Mahane Yehuda Market (com uma barraquinha de sucos medicinais, tahina e muitas outras com especiarias e frutas) Church of Saint Anne and the Pools of Bethesda (paga para entrar), Western Wall (muito legal o lugar - em português se chama muro das lamentações é um lugar de ponto de encontro dos judeus - mulheres e homens se dividem e rezam / nos mesmo local existe um museu sobre o templo destruído), Dormition Abbey, tumba de David, local da santa ceia de cristo (sem custo e perto da tumba e me pareceu pouco visitada), cardo (ruínas avenida romana que existiu na cidade), Jaffa Gate (perto do David Tower), Damascus Gate e igreja de Santa Veronica (faz parte dos pontos a serem visitados pela Via Sacra).
A David Tower é um castelo da cidade antiga (40 shekels) e além de sua visita de dia existe um show de luzes pela noite (55 shekels). O combo custa 70 e ter desconto de estudante (o Sandman's tour também dá Bouchers com desconto de 5℅).
Um pouco mais distante do centro com várias atrações está first Station que é uma estação desativada de trem montaram um pequeno shopping e ficou bem legal.
O shopping mais interessante do local é o Mamilla Mall que fica céu aberto e sua construção respeitou prédios antigos no local.
Não subimos mas tiramos várias fotos do Monte Zyon, igreja Gethsemane e Monte das Oliveiras.
Não fomos, mas fica para outra visita o museu sobre a história da bíblia.
Após 2 noites na cidade compramos um ônibus para Eilat e saltamos na fronteira com a Jordânia apos 4h no ônibus para visitar Petra - em outro post conto como foi. Decidimos fazer a viagem na sexta (shabat), pois sabíamos que muitas atrações em Jerusalém fechariam cedo ou não abririam.
Após 2 noites estamos de volta em Israel. Apesar de ter sido uma bateria de perguntas para entrar no país e tendo que mostrar cartões de crédito para provar que tinha dinheiro deu tudo certo.
Pegamos um táxi para Eilat por 40 shekels (sem taxímetro, mas vi as pessoas que saíram do taxi pagando 23 shekels) nos sentimos roubados, mas a outra opção seria andar até o ponto de ônibus 1km de distância em um sol escaldante.
Em Eilat deixamos nossas malas no locker de um hotel e caminhamos um pouco pela região. Esperamos no ponto de ônibus por um ônibus para o reef e nada... Resolvi pedir carona e em menos de 5min um senhor nos levou sem perguntar nada.
Na Coral Beach, o reef, pagamos 25 shekels para entrar e mais 15 para alugar a máscara. O lugar é lindo d+! Com infraestrutura cadeiras, sombra, locker, chuveiros para banho e fora o mar q é magnífico! Existem áreas separadas para nado e para ficar próximo a costa. Li muita gente reclamando que não viu muito peixe - como era uma segunda estava bem vazio e eu vi até arraia! E tb fiquei muito feliz quando um cardume de peixinhos pequenos passou por mim e eu me vi no meio de milhares de peixinhos! Experiência única!
De lá pegamos um ônibus q passou pela Marina e o Kings City (park de diversão). Da estação de ônibus pegamos um ônibus para Jerusalém onde dormiríamos.
Nos hospedamos no Abraham Hostel que fica próximo da estação. Lá conseguimos um upgrade para um quarto de casal. O café da manhã no local é bem gostoso.
No dia seguinte fomos para Massada. O lugar estava muito quente, quase torramos. Na época de MT calor só são vendidos ticket com cable car, que são mais caros. Recomendo ao chegar no local visitar os pontos fazendo um sentido anti horário e ir direto para o palácio primeiro. Massada foi símbolo da resistência judia e quando os Romanos conseguiram derrotar as defesas da cidade eles encontraram 800 pessoas mortas (a história é passada em um vídeo antes de se pegar o cable car), mas para ir no museu de Massada é preciso comprar um outro ticket.
De Massada fomos para o park Ein Gedi, mas infelizmente por causa da areia movediça a entrada para o mar morto estava fechada.
Ao perguntar para a guarda de transito sobre o que estava ocorrendo por estar fechada a praia ela se compadeceu da nossa situação e parou todos os carros até conseguimos uma carona. Estar sem carro em Israel é bem difícil de se locomover entre as cidades.
De lá fomos para Ein Bokek que é uma praia sem custo. Foi uma experiência incrível! Vc entra e bóia! Mas tava tão quente o local e a água que só dava pra aguentar 5min dentro da água e depois você tomava uma ducha gelada e tentava tudo de novo (os hotéis construíram uma ótima infraestrutura e todos podem desfrutar - até para beber água você pode ir em um hotel e pedir).
Outra opção de praia é Kalya que fica próxima a Jerusalém mas que paga para entrar e o ônibus deixa distante. Por outro lado essa é a região que é possível tomar banho de lama!
No dia seguinte fomos no museu do holocausto que não tem custo (pegamos o tram por 6 shekels). O lugar é de arrepiar! Conta a história do nazismo e as consequências para os judeus e o pico da emoção está no memorial das crianças que fiquei impressionadíssima. O passeio no local é longo e dura umas 3h.
Depois fomos para o aeroporto de ônibus para pegar um vôo para nosso próximo destino a Turquia. Não existe ônibus direto da estação rodoviária de Jerusalém para o aeroporto vc solta 3km d distância e espera por outro ônibus sem custo (numeto 17), como não estávamos com tanto tempo livre e o ônibus tinha acabado de sair tivemos que pegar um táxi que e achamos com um casal de russos. O taxista disse 30 e quando chegamos lá reclamou q tinham muitas malas e cobrou 40 shekels (#fdp).
No aeroporto começa nova bateria de perguntas sobre itinerário o que deixou o Vinicius muito p#$% estávamos indo embora e tínhamos que passar por outra imigração praticamente.
Reparamos que a comida árabe é muito semelhante com a de Israel, saladas, pães e molhos. Mas vale ir em um restaurante koshe - são quase todos / até o MC Donald's é azul e escrito menu Koshe (tipo de comida que não se mistura leite com carne). No local também se bebe muito café gelado, suco de cenoura e suco de romã.
Outra coisa que reparamos é que não existe nenhuma regra para filas em Israel é um 'salve quem puder'! Todas as vezes que pegávamos um ônibus era um empurra-empurra e super chato.
Uma visita que eu recomendo é ir em lojinhas de artigos religiosos judeus, loja Ahava de cosméticos com lama do mar morto e visitar inúmera sinagogas.
Outro fato que não tem como reparar é a existência de jovens militares fardados em todos os locais. É obrigatório 2 anos de exército para mulheres e 3 anos para homens. Mesmo em dias de folga eles andam com suas armas penduradas, pois é responsabilidade deles e nada pode acontecer com a arma.
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