sábado, 5 de dezembro de 2015

Islândia

Decidimos visitar a Islândia no mês de novembro - não é alta temporada (e sim ao longo do verão que possui sol durante o dia e a noite). Assim como os dias são curtos apenas com sol entre 10h e 16h.  A temperatura ainda não é das mais frias, pegamos entre 6c e -6c, mas em momentos de vento a sensação térmica era menor.

Mesmo não estando cheio de turistas o país os preços não eram dos mais baratos, as diárias custaram entre 50 usd e 70 usd (mesmo em Hostel que são poucos) e o aluguel do carro foi cerca de 45usd por dia. Durante o verão os custo triplicam.

No entanto é uma boa época para ver a aurora boreal. Para aumentarmos as chances de vê-la decidimos por passar 7 dias no país.

Decidimos por alugar um carro, pois transporte público entre as cidades é praticamente inexistente. Assim como o custo dos tours é algo extremamente caro (200usd por pessoa), mesmo com a maioria dos locais a serem visitados serem parques públicos sem custo.

Mesmo assim nos arrependemos terrivelmente por termos alugado o carro, pois pegamos muito vento e neve na estrada o que tornou muito perigosa a estrada. Nosso carro tinha pneu de inverno, mas não nos deram correntes para os pneus e ele era pequeno sem tração 4x4 (era importante ter).

A Islândia é um país muito pequeno para se ter uma ideia, no verão - quando as estradas estão sem neve e é possível dar a volta na ilha em 20h!

Antes de viajar pela estrada é bom dar uma abastecida nos mercados, pois são poucas horas úteis ao longo do dia e sobra pouco tempo para procurar um restaurante.

Os mercados que fomos ao longo da viagem foram kronan, netto24, bônus, 1011. Sendo o Bônus é o mais barateiro.

Bebida alcoólica são vendida apenas em bares ou na loja do governos. Uma cerveja local se chama Gull - 6usd em um bar.

Ainda antes de viajar de carro é sempre bom checar o site Road.is

Para ver as condições estão ideais para ver a aurora boreal o site é en.vedur.is

Um dos souvenirs vendidos no país é camisas com estampas de aurora boreal e muito roupa de frio - lógico. Assim como biscoitos de canela e lógico roupas de lã para frio.

É possível beber água da bica, mas apenas a gelada. Pois a água quente é termal e com cheiro de enxofre.

Um fato curioso sobre o país é da população acreditar em elfos. Inclusive existem pedras que são pontos turísticos por se acreditar que elfos moram perto. Diferente do que eu achava, os elfos são iguais aos humanos em feições e estatura. Acreditasse que se deve cuidar bem da natureza e não remomer pedras para que os elfos não se vinguem.

Dia 1
Chegamos no aeroporto de eflavíkurflugvöllur que fica 45min de Reykjavík por um vôo da Wizz. A imigração foi rápida, mas difícil foi escolher o carro.

Fizemos 2 reservas pelo hotwire (Avis e Sixt), pois com a reserva não está incluído o seguro que é algo bem caro, até mais caro que o aluguel do carro.
Acabamos decidindo por alugar carro na Sixt. É válido sempre checar se o cartão de crédito cobre o seguro do carro e vidros. Já o seguro contra terceiros é obrigatório ser coberto pela compania de carros.

Para nossa surpresa vimos a aurora boreal saindo aeroporto. Foi incrível! Mas tb vimos um acidente de carro, o que nos fez lembrar o quanto teríamos que ser cautelosos com a direção.

Em Reykjavik nos hospedamos no aurora guesthouse - incluindo café da manhã (era muito bom!) e nesse dia demos apenas uma passada de carro na cidade, pois chegamos tarde da noite.

Dia 2
No dia seguinte visitamos a Hallgrimskirkja (igreja branca e toda moderna), harpa (ópera), Sun Voyager (escultura de barco viking) e pérola (vista da cidade). No último dia voltariam os para a cidade para conhecer outros pontos.

Seguimos de carro para fazer o Golden tour por nossa conta que é a visita no Parque Nacional Þingvellir (onde se vê a divisão entre as placas tectônicas da Eurásia e América - imperdível!).

Em seguida fomos no Gullfoss que sao as cataratas - com direito a arco íris.
Muito perto fica o Geiseres Geysir e Strokkur que são crateras com águas termais que explodem em períodos pequenos de minutos.

Ainda fomos no kerid que é a cratera de um vulcão (2euros) perto da cidade que dormimos Selfross.

No caminho pegamos muita neve - é importante ter água no carro para tirar o gelo do vidro.

As paisagens do país são incríveis! E  vimos muitos cavalos da Islândia pastando, eles são grandes e com muito pelo - lindos!

Dormimos no YHA de Selfoss que gostamos bastante, mesmo sem café da manhã o atendimento do Hostel é de qualidade.

Esse dia apesar de ter sido corrido foi o que mais gostei!

Dia 3
Seguimos a estrada pelo sul do país em direção a Hofn.

No caminho fizemos atrações de outro tour muito feito pelo país que foram: urridafoss, Seljalandsfoss Waterfall (é possivel ir atras da cachoeira e vc fixa todo molhado), skogafoss (não fomos no skogar museu - open Air Museum), vimos o vulcão Eyjafjallajojull (entrou em eurupcao em 2011), cidade chamada Vík í Mýrdal, Reynisdrangar, Reynisfjara Beach e Dyrhólaey (região ocupada pelo vikings com praia e caverna), solheimajokull, região de Eldhraum e jokulsarlon.

No solheimajokull fizemos uma caminhada até o início da geleira. Para subir é preciso equipamento e guia.

Eldhraum é uma região nova na ilha que foi formada há 300 anos pela erupção de um vulcão e é tomada por fungos - durante alguns tours as pessoas vão até o local para deitar no fungo que parece um colchão.

Durante todo o caminho fomos beirando a maior geleira do mundo chamada Vatnajokull.

O Jokulsarlon é um lago que desagua no mar e é cheio de icebergs! Coisa mais linda!

Comprei cenoura e paramos na estrada para dar aos cavalos. Cada um mais fofo q outro!

Dia 4
Acordamos com uma tempestade de vento, mas mesmo assim pegamos a estrada pelos fiords, sudeste do país.

As fotos que vimos do local eram lindas, com a água do mar em azul turquesa, mas infelizmente o tempo não estava bom e a beleza do local não estava tão evidente.

O plano para esse dia era dirigir principalmente e parar no lago Lagarfljot. Assim como finalizar o dia em Aukureyri.

No entanto a tempestade de vento se tornou em uma tempestade com chuva que ficou bem violenta. Deveríamos ter parado e voltado na estrada, mas não imaginávamos que as condições estariam tão ruins. Pegamos ventos de 150km/h! Além disso vários pedaços da estrada são desfiladeiros sem cerca!

Escolhemos usar a road 1 para evitar o vento. Mas estava com uma camada fona de gelo e nosso carro escorregou ficando preso na neve. No momento estava passando um morador local de carro que nos ajudou a desatolar o carro.

Assim decidimos continuar pelo Fiord ate chegar em Egilsstadir, onde dormiríamos, uma cidade sem grandes atrações, mas com o lago Lagarfljot. Os ventos na estrada marcaram 150km/h.

Nos falaram que demos sorte, pois carros maiores viram com maior facilidade quando existe tempestade de vento.

A Guesthouse que ficamos era de um casal muito simpático que nos ajudou a escolher o melhor caminho da estrada.

Dia 5
Continuamos a estrada em direção a Aukureyri onde dormiríamos.

A estrada nesse dia estava em melhores condições, mas mesmo assim perigosa por estar tomada de neve e com bastante nevoeiro.

Passamos no caminho por: hverir (outra geiser), Grjotagia (caverna com água termal que foi cena do game of Thrones da primeira noite de amor do John Snow), lake myvatn (não fomos na piscina termal, pois iríamos na Blue Lagoon) e paramos na cidade Reykjahlid.

Ainda no caminho passamos pela godafoss (outra cachoeira).

Desistimos de visitar a Dettifoss (maior cachoeira do país) e Aldeyjaoss, pois a estrada não estava limpa e escorregadia.

Em Aukureyri visitamos a piscina pública da cidade, a igreja e fomos para a casa de nosso anfitrião Jonas do Couchsurfing.

Na cidade fomos em um club de piscina pública aquecida que é algo diferente (600 isk). No vestuário é lreciso tomar banho antes de colocar o bikini, mas o detalhe está no fato que são chuveiros sem cortinas e você toma banho com todas as outras mulheres.

Essa piscina pública tinha várias piscinas com temperaturas diferentes, piscina de nado livre, tobogã, escorrega e a simulação de uma pequena praia. O legal foi estar em uma piscina aquecida enquanto nevava! Algo muito diferente do que eu já tinha feito.

Foi nossa primeira experiência de CS e foi legal conversar com alguém do local. O Jonas é um motorista de ônibus de uma empresa de turismo e mora em um apartamento confortável de 2 quartos próximo ao centro da cidade.

Pela noite fomos no restaurante xxx onde o Vinicius e Jonas experimentaram uma carne de baby hourse. Omg!

Dia 6
Dirigimos de volta para Reykjavík. Esse pedaço da estrada é um dos mais seguros que pegamos até então (mesmo com alguns pedaços com neve). Por outro lado a estrada em si não tem muitos atrativos turistivos, exceto o ponto que se vê leões marinhos no verão.

Traçando rotas mais extensas existem as opções de visitar: hraunfossar, barnafoss, deildartunguhver e Snaefellsnes, vatnshellir cave (é preciso agendar um passeio para visitar). Mas este locais ficarão para outra viagem.

No caminho passamos pelo único pedágio da Islândia que é um túnel para Reykavik.

Na cidade voltamos a nos hospedar no Aurora Guesthouse e aproveitamos para ir no Korpus outlet que possui precos aceitaveis.

E pela noite fomos ver a aurora boreal no lago Reynisvatn e na estrada próxima ao aeroporto. Parece ser também uma boa ideia ver a aurora boreal próximo do Blue Lagoon.

Dia 7
No último dia no local andamos pelas ruas do centro de Reykjavík e fomos no restaurante Viking Village.

De lá fomos no Blue Lagoon que é um spa com piscina aquecida e creme de sílica. A experiência foi bem legal, apesar de cara! O custo foi de 35usd comprando antecipadamente online (mais barato que na hora). Passamos 3 horas no local. Senti realmente a minha pele mais macia, mas por outro lado o cabelo ficou uma palha.

De lá fomos para o aeroporto e devolvemos o carro (sem nenhum arranhão - não sei como!). Nosso próximo destino será a Rússia.

Comidas de bebidas locais são a bebida Vindundi, o chocolate I elandi. E o chocolate noi Sirius, carne de cavalo e carne de baleia.

Existe o museu Saga (sobre vikings) e o museu do pênis em Reykavik mas não tivemos tempo de visitar.

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