terça-feira, 1 de setembro de 2015
Petra - Jordânia
Chegamos na Jordânia pela fronteira perto de Eilat em Israel.
Atravessar parece coisa de filme. Compramos o ônibus de Jerusalém para Eilat e pedimos para o motorista parar no ponto da fronteira (3h de viagem).
Do ponto de ônibus andamos cerca de 1km (no caminho existe um observatório de pássaros de Israel).
Na fronteira pagamos a taxa de saída de Israel e pedimos para não receber o carimbo de Israel.
Depois caminhamos entre as fronteiras até chegar no posto da Jordânia que foi bem tranqüila de entrar. Apenas apresentamos os passaportes e eles nos deram o visto com carimbo.
Ao sairmos do posto usamos o serviço do Mohamed Aqaba que foi 55 dihram (75€) por viagem. Na ida passamos em Aqba e vimos a grande bandeira, um pouco do mar vermelho, a grande Sinagoga e passamos por vários Resorts. Ainda passamos em ATM para sacar dinheiro. Páramos 2 vezes no caminho para tirar fotos. A última parada foi em uma casa souvenir no topo da colina próxima a cidade onde fica Petra que foi uma vista linda (lógico que sempre rola aquela situação que o dono da loja espera a vc compre algo...).
Nos hospedamos no La Maison Hotel na cidade de El-Gi que tinha uma ótima recomendação no booking, passamos 2 noites, mas não estava funcionando o ar no quarto (não dava vasão para o calor que estaca fazendo), apesar disso o café da manhã era muito bom. Assim como o local é muito perto da entrada do Park de Petra.
Em Petra compramos o ticket para apenas um dia (50 Dihram) e foi possível fazer todas as trilhas apenas nesse dia - a dica é chegar bem cedo (de preferência no horário de abertura 6h e terminar as trilhas até 13h. Guardando o ingresso vice pode voltar para ver o por do sol.
Outra atração que não estava disponível no dia que fomos é o night Petra que você faz a main road até o palácio do tesouro com iluminação de velas.
O lugar é lindo e é inacreditável como o ser humano conseguia viver na região e escupir suas casas e monumentos nas montanhas. Antes da cidade ser abandonada devido a vários terremotos o local tinham condições para se viver com água corrente. A sociedade que morava no local era um império pagão e as mulheres tinham autonomia e chegaram ter várias rainhas governantes.
Vale a pena ir no pequeno museu perto do ticket office que mostra como era a sociedade e indica os lugares mais legais para serem visitados (fomos no museu no dia que chegamos e não precisa pagar para entrar)
Achei infraestrutura do Park horrível: banheiros quebrados, pouca sinalização das trilhas, placas sobre os lugares destruídas, sem pessoal do Park para dar instruções, sem chuveiros para se refrescar ou bebedouros com água (era preciso comprar água com ambulantes) e não sabíamos o horário da apresentação dos Romanos que existia diariamente (sem ter ninguém para perguntar - vimos de um ponto distante, pois não teríamos tempo para chegar).
Sem contar nos ambulantes que ficavam no seu pé tentando vender algo (ouvimos várias vezes 'happy hour - only 1 Dhram - look good price), mas acho que o pior de tudo era a forma que tratavam os burrinhos que ficavam no sol, sem água e tempo todo levavam um chicoteada.
Quando vc chega o pessoal q oferece o serviço do burrinho diz q está incluído no preço do park, mas depois ficam pedindo gorjeta. Não usamos o serviço, mas nos abordaram umas 100 vezes se queríamos 'donkey ride'. Outro serviço oferecido é montar em camelo, MS que faz trajeto menos no Park.
Locais para visitar são as tumbas, o grande corredor (main road), o palácio do tesouro, o monastério (a trilha mais demorada e recomendo que seja a primeira), a rua comercial, o Teatro Romano e o templo de sacrifícios (que pode ser a última trilha no caminho de volta).
No dia seguinte pela manhã usamos novamente o serviço do Mohamed. Fomos visitar o deserto Wadi Rum e páramos em 2 lugares para tirar fotos, um deles foi na estrada perto do visitar center com montanhas características do local e outro foi em uma estação de trem desativada (bem legal!).
Chegamos na fronteira novamente e passamos tranquilamente pela fronteira da Jordânia, e pagamos a taxa de saída da Jordânia, mas quando chegamos na fronteira de Israel foi uma bateria de perguntas e tive até que mostrar que tinha dinheiro e cartões de crédito.
Saindo da fronteira pegamos um táxi para Eilat (40 shekel e foi bem caro, pois a motorista não quis usar o taxímetro teria sido cerca de 25 Shekels / preferimos assim pois tínhamos pouco tempo para conhecer o local e teríamos que andar até o ponto de ônibus distante em um sol escaldante).
Apesar de ser realmente bonito o park não acho que valeu a visita, pois foi uma viagem muito cara para o que o local proporciona. Assim como a cidade de El-Gi que está localizado o park não oferecer muitas opções de alimentação e que são muito caras. Fora o estresse de passar pela fronteira.
Talvez seja melhor deixar para conhecer Petra quando o destino da viagem for a Jordânia em si. No roteiro se deve incluir um mergulho no mar morto e Amã (capital) com ruínas que ouvimos falar que estão super bem conservadas.
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